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Postado às 10:16 de 11/06/2013
por Dr Roberto Elias
em Dr Roberto Elias, Lesões benignas de laringe, Tratamentos


 
Denominada papilomatose laríngea a neoplastia benigna é ocasionada pela presença de lesões em formato de verrugas que podem ser únicas ou múltiplas. Na estrutura da laringe é mais presente nas pregas vocais, pregas vestibulares e na epiglote. Esta doença se dá pela presença de infecção causada pelo papiloma vírus humano (HPV).
 
É do conhecimento científico mais de 200 variações do HPV, esses diversos tipos são denominados por número de acordo com sua descoberta (HPV 1, HPV 2, HPV 18…), porém nas lesões benignas na laringe decorrente do mesmo são encontrados com maior prevalência o HPV 6 e HPV 11.
 
A transmissão do HPV se dá por contato com direto com vias ou mucosas infectadas. Em sua quase totalidade, cerca de 95% o contágio é feito através de relações sexuais. Já nos casos de papilomatose laríngea ocasionada por HPV 6 e HPV 11 a transmissão em sua maioria é feita por meio de mães que possuem HPV genital aos seus filhos na hora do parto, daí a grande presença da doença em crianças.
 
Alguns trabalhos constataram que o parto por cesariana é capaz de diminuir o risco de contaminação, porém não de extingui-lo completamente, a papilomatose laríngea pode ocorrer por vias sanguíneas ou através do liquido amniótico. A patologia em adultos é bem menos incidente, porém pode ocorrer em decorrência do sexo oral ou até da mesma forma presente em crianças com a permanência do vírus latente até a fase adulta.
 
Os principais sintomas da papilomatose laríngea são a disfonia (alteração de voz) e em casos mais avançados dispneia (alteração do padrão respiratório). Na maioria dos casos a papilomatose laríngea se apresenta de forma recorrente (PLR). Considerada pela comunidade médica uma das doenças de mais difícil controle no que tange as lesões do sistema respiratório, quando não recebe o tratamento adequado as lesões podem afetar áreas próximas como boca, nariz, faringe, esôfago e traqueia.
 
Por ter sintomas muitas vezes associados a outras doenças como bronquite crônica e asma, o diagnóstico da PLR não se dá tão facilmente, sendo necessária a realização de exames como a videolaringoscopia (endoscópio rígido) e a videonasofibroscopia (endoscópio flexível) em crianças pequenas é praticamente impossível aplicar a endoscopia rígida, utilizando-se somente a flexível. Quando diagnosticada com papilomatose laríngea recorrente a criança geralmente está na faixa etária entre 2 a 5 anos, quando presente em crianças menores a doença apresenta-se de maneira mais agressiva devido às vias respiratórias mais estreitas, sendo necessária a realização da primeira traqueostomia em caráter de urgência. No entanto a traqueostomia deve ser evitada ao máximo por ser um procedimento muito invasivo, principalmente em crianças podendo afetar a estrutura das pregas vocais.
 
O tratamento da papilomatose laríngea visa a melhor maneira de preservar as vias aéreas, a voz e busca também a cura total da doença. Vacinas, remédios e procedimentos cirúrgicos são aplicados no tratamento da PLR, porém não se pode apontar um como o mais eficiente, devido às características variáveis da doença. A cirurgia método curativo mais comum é realizada pro meio de laser de CO2 sendo o tratamento que permite maior intervalo entre a necessidade de refazê-lo, causando também pouco sangramento e riscos de danificação às pregas vocais.
 



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